30 novembro 2005

Velas e vinhos


Minha querida amiga Joana, do restaurante Barreado, teve esta idéia linda e simples: velas coloridas em garrafas de vinho. Dá para notar que quanto mais o tempo passa, mais bonito fica. As velas, agente costuma encontrar em lojas de artigos religiosos (pelo menos aqui no Brasil). Os vinhos... só nos resta saboreá-los. Quantas histórias estas velas devem ter para contar...

28 novembro 2005

Carimbos de batata



É isso mesmo. Parece maluquice, mas dá só uma olhadinha no trabalho do casal de designers John Hinchcliffe e Wendy Barber com... carimbos de batata!

Esse de mangas na foto eu fiz neste fim de semana para embalar meus chutneys. Falando nisso... vocês não gostam de cozinhar não? Poxa, ninguém comentou a receita do chutney. Assim eu não publico a receita do de manga, da compota de cebola roxa com pimenta síria, do de mação com gengibre... Bjs e saudades de vocês.

24 novembro 2005

Sabores do oriente


Chutney é tudo. É a mistura do acre com o doce. Do açúcar com pimenta. Do gengibre e do cravo. Uma vez, assisti uma aula com a chef Carla Bruzzi, onde aprendi esta excelente receita de Chutney de Abacaxi, que é sucesso garantido. Um ótimo presente de natal, já que você pode colocar em potes e armazenar na geladeira. Além de ser uma delícia acompanhando o já tradicional tender da ceia de natal. E eu garanto: é muito fácil de fazer.
Depois eu publico a embalagem que eu quero fazer para presentear os meus chutneys no natal.

Não sei fazer nada com as mãos!

Detesto quando alguém se refere a arte de criar com as mãos como “trabalhos manuais”. Ei, será que agente não usa o cérebro para tecer? Não usa o coração para se inspirar? Não usa nossos instintos para escolher cores? Para perceber formas? Não calculamos pontos, não desenhamos esquemas, não reproduzimos moldes, não… pensamos? Só usamos nossas mãos?
- Não sei fazer nada com as mãos!
Nada contra. Mas é uma delícia se expressar com tecidos, lãs e linhas, cores e formas. Eu adoro tricotar, fazer crochê, bordar, costurar, pintar, plantar, cozinhar. Topo tudo, sem preconceitos. Não me restrinjo a uma arte só, procuro me relacionar com todas. Escolhendo temperos, pontos, gerando tramas, saboreando novidades, germinando sementes. Aprendendo com outras gerações, ensinando para quem quer aprender. Sempre. E assim vou construindo o meu viver. Construindo e dividindo com vocês as receitas que eu vou colhendo pela vida, aqui, no Tessituras.

11 novembro 2005

As tessituras de Sarah Maria

Vivina teve dois filhos: George e Sarah Maria. Tia Sarah é minha tia-avó, e para ela pedi uns casaquinhos, quando estava grávida de Jose. Tricoteira e crocheteira de talento, ela me presenteou com estas preciosidades, que guardo com o maior carinho.
Tia Sarah tece todos os dias. Tece e doa para quem precisa suas pequenas obras de arte. Atualmente, ela tem 85 anos de idade. Se vocês quiserem muuuuuuuito, eu vou tomar um chá com ela e pego umas receitinhas para publicar aqui. Bjs.

09 novembro 2005

Sobre mulheres e onças


Há muito tempo atrás, eu conheci um povo nas altas serras de Roraima. No Catrimaní.
Apenas pessoas, despidas de todas nós. Sem referências, só elas e a grandeza de seu espaço. Nestas serras, cobertas de florestas, vivem em suas xaponas, casas comunitárias, com seus poucos pertences. Compartilhando a vida.
Tecem fibras de palmeira que se transformam em peneiras, redes e cestos. Tecem faixas onde, entre o ombro e a cintura, carregam seus filhos. Colhem frutos e semeiam. Deixam os velhos contarem as histórias do mundo, fazem amor em silêncio, quando partem, deixam árvores para quem vai chegar. E as mulheres, desejam ser tão belas como as onças.
No Catrimaní, ví um povo de extremada beleza. E aprendi um pouco sobre a simplicidade, esta amiga que caminha o tempo todo ao nosso lado.

Ai que cheirinho bom...


Logo eu, que estou tão gripada, resolvi fazer estes sachets recheados de alfazema para dar de presente de natal. A cestinha, feita de palha de milho, é super fácil de encontrar em casas de artesanato (pelo menos aqui no Rio). Além de serem super baratinhas. O tecido é algodão cru, o aplique, de popeline e o acabamento... com o nosso amigo ponto caseado!

04 novembro 2005

Criança gosta de...


Passear, correr, pular, cantar, sorrir, dançar, desenhar, inventar, ver o mundo de pertinho, receber carinho, muito carinho, e se lambuzar. Cheirar com o nariz, sentir areia grudada no corpo, afundar no colo da mamãe e do papai, fazer festinha em bichinhos e chorar. Comer coisinhas gostosinhas, biscoitinhos, pipoquinha, brigadeiro, bolo de chocolate e purê de batata.
Mas criança gosta mesmo é de brincar. Por isso eu vou dar neste natal para as minhas crianças (filhos, afilhados, sobrinhos e adotados):
- uma caixa de lápis de cor bem grandona, toda colorida, junto com uma resma de papel, para poder desenhar à vontade sem ter que pedir mais uma folha para a professora.
- umas folhas coloridas, com envelopes coloridos, e uns selos super legais, para escrever cartas para as pessoas que a gente gosta. Pode acrescentar uns autocolantes, mas tem que escrever e enviar as cartas!
- um livro de contos de fadas bem grandão, com um monte de histórias curtinhas, para dar tempo de ler uma por noite, ao invés de ficar assistindo televisão.
- um livro de aventuras bem legal, daqueles que se dá a volta ao mundo e descobre coisas incríveis, de dar uma vontade louca de arrumar as malas e sair por aí...
- cinco saquinhos de Três Marias (lembra?) costurados em chita e recheados com arroz. Mas tem que ensinar a jogar...
- um cachecol bem quentinho, cheio de flores e um gorrinho, para quem vai viajar. E uma blusinha bem mimosa, feita de fio, porque este verão vai esquentar!
- um quilo de farinha, açúcar e manteiga fresquinha, junto com umas forminhas, para a gente cozinhar uns biscoitinhos e botar para assar. Depois é só se lambuzar!
- uma boneca bem gostosa, molinha e jeitosa, que eu mesma fiz. E também um ursinho, bem quentinho, para tomar conta do soninho.
- um agulha sem ponta, uns novelos de lã, e uma talagarça para aprender a bordar.
- uma linha e um anzol, para a gente pescar.
- uma cestinha arrumadinha, com flores e fitinhas, para guardar umas coisinhas.
- uma semente porque a gente sente que o planeta tem que melhorar. Mas tem que plantar.
- um passeio bem bonito, com direito a piquenique, para a gente conversar. Deitar na grama e olhar o céu, deixar o sol esquentar. Falar sobre o ano que passou, combinar coisas para o ano que vai chegar. Aonde eu vou melhorar?
E também vou olhar dentro do olho, dar um beijinho na bochecha e agradecer aos céus tanta beleza…

01 novembro 2005